O presidente do Equador, Guillermo Lasso, desistiu de participar das eleições antecipadas do país nesta sexta-feira, que estavam marcadas para agosto deste ano, após uma pesquisa mostrá-lo atrás de seus principais concorrentes.
As novas eleições, que valerão apenas para o restante do mandato original de Lasso, que termina em maio de 2025, foram convocadas depois que ele dissolveu a Assembleia Nacional no mês passado.
Lasso, um ex-banqueiro de 67 anos, é popular entre o investidores, mas não entre a população. Uma pesquisa publicada na semana passada o colocou em último lugar entre os principais candidatos à Presidência. O levantamento constatou que 32,2% dos eleitores apoiariam um candidato apoiado pelo ex-presidente socialista Rafael Correa, que ainda não foi nomeado.
Os títulos do Equador subiram depois que Lasso foi eleito em 2021 e reduziu o déficit fiscal no país, conhecido até então pela histórica inadimplência. No entanto, o otimismo evaporou com o fortalecimento da oposição política e após uma derrota humilhante em um referendo em fevereiro.
O aumento dos crimes violentos causados pelas disputas entre os cartéis de cocaína também impactou sua popularidade.
O Congresso, controlado pela oposição, tentou duas vezes o impeachment. A segunda tentativa parecia estar prestes a ser bem-sucedida, mas foi evitada com a dissolução da Casa.
Lasso governará até que novas autoridades tomem posse no final deste ano.
Veja também
COP 30BNDES destinará R$ 5 bi para preparação de Belém como sede da COP 30
EspaçoLive em Marte: agência espacial faz primeira transmissão ao vivo direto do planeta vermelho