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Daniel Alves caiu em contradição sobre salário em depoimento, dizendo receber um décimo do que ganha

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O brasileiro Daniel Alves está preso na Espanha há uma semana, acusado de agressão sexual contra uma mulher, que denunciou o atleta. O caso ocorreu em dezembro do ano passado, em uma boate na cidade de Barcelona, e foi revelado após o depoimento da vítima. Ao dar sua versão, o jogador foi pego em contradições, mudando as versões apresentadas à polícia, o que o levou à prisão preventiva.


A mais recente delas foi divulgada nesta sexta-feira (27) pelo jornal espanhol Sport. Segundo a publicação, ao ser perguntado pelo juiz quanto recebia de salário no Pumas, clube que defendia mas teve o contrato rescindido após a divulgação das acusações, o lateral afirmou que ganhava 30 mil euros por mês (cerca de R$ 166 mil).


O juiz que fazia a oitiva com o jogador, no entanto, em posse do contrato em questão, questionou se não seria, na verdade, 300 mil euros (cerca de R$ 1,6 milhão) mensais.


“Quer dizer 300 mil euros. Estou com o contrato aqui”, questiona o magistrado. O jogador se corrige e segue o depoimento.




Outras contradições

Segundo o jornal “El Periodico”, de Barcelona, o jogador mudou sua versão sobre o caso em depoimento ao Tribunal de Justiça, o que não caiu bem para o júri. Dias antes, havia alegado desconhecer a vítima à polícia e em entrevista a um programa espanhol. No depoimento, porém, teria afirmado que houve a relação, mas alega que foi consensual. Segundo a rádio espanhola “Cadena Ser”, a defesa do jogador pede um novo depoimento.


O caso ocorreu na casa noturna Sutton, em 30 de dezembro do ano passado. O local é famoso por ser um ambiente tido como luxuoso, sendo frequentado por “clientes sofisticados”.


A vítima contou que estava dançando na festa que acontecia na boate junto de outros amigos dela, quando foi abordada por Daniel Alves. Segundo o depoimento dado pela vítima, o lateral se apresentou como um homem chamado “Dani” e que “jogava petanca no Hospitalet, município da Espanha”. No entanto, os amigos mexicanos da vítima teriam reconhecido o jogador. O lateral chegou bem perto deles e os tocou.


Em seguida, teria ficado atrás da vítima, falando em português, até o momento em que agarrou a mão dela com força e levado até seu pênis, o que teria se repetido duas vezes diante da resistência da mulher.


Após a primeira abordagem, o jogador teria levado a mulher até o banheiro e a impedido de sair. No local, Daniel Alves teria sentado no vaso sanitário, puxando o vestido da mulher para cima, e a obrigado a sentar sobre ele, proferindo expressões ofensivas.


Em seguida, ele teria tentado forçá-la a praticar sexo oral. Após resistência, Daniel teria batido na vítima e a colocado no chão para, novamente, forçar uma relação sexual. Em seguida, sempre de acordo com o depoimento da mulher, ele disse para ela esperar para sair depois que ele.


Após 15 minutos, Daniel sai do banheiro

O jogador teria voltado para a festa em seguida. Daniel Alves, porém, já havia deixado a boate quando a vítima relatou o caso para os seguranças. Em uma primeira versão, o lateral se pronunciou sobre o caso durante uma entrevista a um programa de TV espanhol, negando as acusações — dias depois, ele mudaria a versão, confirmando a relação sexual.


— Sim, eu estava naquele lugar, com mais gente, curtindo. E quem me conhece sabe que eu amo dançar. Eu estava dançando e curtindo sem invadir o espaço dos outros. Eu não sei quem é essa senhora. Nunca invadi um espaço. Como vou fazer isso com uma mulher ou uma menina? Não, por Deus — afirmou Daniel Alves em entrevista, antes de desistir dessa versão.


Assim que saiu, a mulher (segundo declaração ao tribunal) conta que apenas uma de suas amigas estava na área VIP da discoteca. Ela ficou em estado de choque e caiu no choro. Foi então que os seguranças da boate falaram com ela.


Uma câmera de segurança acoplada ao uniforme de uma policial que atendeu a suposta vítima de Daniel Alves registrou a jovem chorando inconsolavelmente ainda dentro da casa noturna. As imagens também mostram a mulher, de 23 anos, dando os primeiros “depoimentos” aos agentes. Na ocasião, ela disse que se sentia “envergonhada” e também “culpada” por ter aceitado entrar em espaço reservado onde estava o jogador.


Segurança chama a polícia e vítima vai ao hospital

Após dar as primeiras declarações aos policiais, ainda dentro da boate, a suposta vítima é levada ao Hospital Clínic, o centro de referência para onde as vítimas de agressões sexuais em Barcelona são encaminhadas. Na unidade de saúde, ela foi examinada por um médico legista.


O laudo médico constatou lesões compatíveis com a luta, como escoriações no joelho. No local também, foram obtidos restos de líquido seminal que agora devem ser comparados com uma amostra de DNA que o brasileiro aceitou entregar para os investigadores. O legista concluiu que a jovem estava “orientada” e se expressou de forma “coerente”.


Dois dias depois, a mulher denunciou o jogador. A denúncia da mulher está judicializada e em fase de investigação, conforme explica o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC). As autoridades colheram o depoimento da vítima na madrugada de sábado.


Ela se recusou a receber qualquer tipo de indenização caso o jogador for condenado. As imagens de câmeras da boate espanhola mostraram que Daniel Alves ficou cerca de 15 minutos trancado no banheiro com a mulher.

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